
Em conversa franca, o estilista do Pânico, Christian Pior, analisa vida & obra de Wanessa Camargo.
Wanessa - Como você começou na TV?
Christian - O Emilio me ligou e disse que queria um estilista para cobrir o seu casamento, que era o casamento do ano. Aí eu falei: "Vamos criar o Christian Pior e chamar o programa de Meda!" Ele topou e me mandou fazer. Foi assim. Eu nunca tinha filmado antes. Estreei no seu casamento e era uma celebridade atrás da outra.
W - E você zoava elas?
C - Claro. O programa chamava Meda WC. Com as suas iniciais.
W - Mas a Sabrina acertou no vestido. Você ajudou? Ela estava chiquérrima!
C - Acertou. E não ajudei não. Ela foi de Stella McCartney com alguma outra coisa.
W - Ela estava uma das mais elegantes.
C - Ah, ela acerta, ela é descolada.
Christian - É o seguinte, Madrinha, vamos supor que você está atrasada para um compromisso e tem 5 minutos para decidir o foco, ou cabelo, ou rosto ou roupa. Tem que focar. Qual você escolhe?
Wanessa - (Depois de pensar alguns instantes) Roupa.
C - Mas você consegue coordenar em 5 minutos o que vai vestir?
W - Pelo menos eu acerto na bolsa e no sapato que, pra mim, são as peças mais importantes. Mas a roupa seria uma calça jeans, uma camiseta e pronto.
C - Então você não é escrava do cabelo. Se ele estiver ruim você põe um boné e vai embora?
W - É. E no rosto, óculos escuros bem grandes e acabou.
C - Então, vamos para uma próxima pergunta. Se imagine em outra realidade. Wanessa Camargo nasceu num conjunto habitacional em Santo Amaro (bairro de São Paulo). É dia 10 e ela recebeu o salário. Wanessa Camargo tem 50 reais para comprar um agrado, uma coisa bonita para ela, uma coisa de adorno, o que você compraria com esses 50?
W - Eu compraria um cd que é mais ou menos 20 reais...
C - No camelô custa 5.
W - Ah, mas eu não compro no camelô.
C - Mas se você tivesse só 50 reais, você compraria.
W - Não, eu não compraria. Quando eu era pobre eu não comprava cd pirata.
C - Não tinha na sua época. Na sua época, era vinil, hahaha...
W - Era vinil quando eu tinha uns 6, 7 anos. Quando eu tinha uns 9 anos já tinha CD.
C - Mas você ganhando pouco não ia comprar um cd pirata?
W - Não ia.
C - E com os 30 reais que sobrariam dos 50?
W - Eu compraria um livro. Eu adoro livros.
C - Mas livro dá pra comprar mais barato também em um sebo.
W - É. E se sobrar um dinheirinho eu ainda compraria mais um cd. Eu tenho paixão pela minha coleção de CDs e pela minha coleção de livros. É o que eu mais tenho orgulho na minha casa. Uma estante cheia de livros e uma coleção de CDs que eu procuro por tópicos. Tem CD que eu guardo há 10 anos.
C - Tipo qual?
W - O Immaculate da Madonna. Nunca perdi e tive que comprar outro, está guardadinho, certinho, mas eu ouço.
C - Madonna tem uma música para cada situação. Se você tivesse numa relação instável do cara ligar ou não ligar você põe Express Yourself, se você está transando você põe Justify my Love, se você levou um fora, Rescue me, se você está conquistando, Open your heart, aquele cd tem uma faixa para cada situação da sua vida. Se você está serelepe, você põe Holiday. Tomar banho pelada ouvindo Holiday no repeat é a melhor coisa do mundo.
C - Me conta uma coisa: você deu uma reformulada no visual, não deu?
W - Eu na verdade aprendi o que eu gosto. Com o tempo eu fui entendendo de moda e tendo mais acesso. Porque quando você é limitada àquilo que conhece é bacana, mas quando você passa a conhecer outras coisas, vê que existe um mundo além da Pakalolo, por exemplo, entendeu?
C - Até porque a Pakalolo faliu! Mas você sabe que a sofisticação é um caminho sem volta, né?
W - E você entende muito de moda, onde você aprendeu? Você fez escola de moda?
C - Não, nada. Gastei muito dinheiro e atrasei muito condomínio comprando Elle, Vogue, Interview, The Journal. Eu já gostava de moda, sempre gostei e eu tenho mania de algumas coisas como HQ (história em quadrinhos). Sou HQ maníaco. Eu já fiz a astrologia dos X-Men! Agora no meu blog eu estou fazendo qual a marca indicada para cada signo.
W - Como assim? Existe uma marca para cada signo? Como é capricórnio?
C - Capricórnio é uma marca mais sóbria como Saint Laurent.
W - Mas eu não sou nada sóbria.
C - Agora, porque com tempo você vai ficar. Capricórnio é obcecado pelo poder.
W - Mas meu ascendente é touro
C - Ih, terra. É dinheiro, é plano de carreira, é dinheiro debaixo do colchão.
W - É, eu não sei sair da rotina, por exemplo.
C - Você não ia servir pra trabalhar no Pânico. Tudo muda a toda hora.
[img01]C - E vem cá, a outra Wanessa que você era antes: a gostosa do terceiro colegial, bonita, cabelão, gatinha, agora é a sofisticada, é aquela Wanessa pró-Iguatemi, bem! Teve essa transição da gatinha Kelf pra gatinha do Iguatemi, não teve?
W - Eu não acho o Iguatemi sofisticado, acho elitizado.
C - Mas agora você sofisticou, tá bem casada. Como foi isso, foi aos poucos?
W - Foi. No terceiro colegial, por exemplo, eu me achava um patinho feio. Eu me achava mais gordinha que as minhas amigas, eu não tinha noção nenhuma de como me vestir, me maquiar. Queria só ficar à vontade e, quando comecei a carreira, tive que ter noção. Eu via as fotos que faziam de mim no aeroporto e era bem a aparência de uma pessoa largada.
C - Antes de te conhecer eu ouvia um monte de gente falar que a Wanessa era ótima, louca, desbocada, divertida, desencanada e aí, por pressão dessa coisa pública, você foi se reservando, se educando...
W - Teve uma fase da minha carreira que eu era surpresa com tudo. Não tinha noção não só de moda, mas de como é esse mundo. Uma coisa é estar lá vendo por ser filha e outra coisa é quando você está vivendo o dia a dia de uma pessoa famosa. Eu fui percebendo esse meio levando uns tombos às vezes, aprendendo na marra, quebrando a cara, confiando demais nas pessoas. Eu me machuquei um pouco e acordei, porque existem pessoas maliciosas, existe o outro que vai fazer mal pra se dar bem. Eu fui me reservando, ficando mais quieta. Tive um momento de introspecção muito grande. Primeiro saí do circo, deixei um pouco, fiquei quieta descobrindo quem eu era naquele circo, como eu iria representar meu papel como cantora, como artista, o que eu estava a fim de pagar o preço ou não. Foi uma baita introspecção que mudou muita coisa na minha vida. E isso, antes de casar.
C- Mas eu lembro uma vez que eu fui assistir o Terça Insana (espetáculo de comédia famoso em São Paulo) e olha o que você provocou. Você saiu na capa de uma revista declarando alguma coisa como "Não sou santa, sou uma mulher" e aí a Graziela Moreto e o Roberto Camargo (atores da peça) faziam um quadro da dupla Sandy e Junior. A Graziela chegava e falava: "Que nem a minha amiga a Uanessa, era tal, tal tal, eu também aprontei". Era um quadro em cima da tua declaração da revista. Então, as pessoas costumam pegar uma coisa e multiplicar por 1000.
W - O fato da Sandy ser muito diferente de mim foi um prato cheio, né? Uma assim, outra assado. A Sandy vinha com a imagem dela, aí veio uma completamente diferente. Só as duas no mercado, não tinha ninguém competindo. Na época, quando eu comecei, ela estava muito forte e só falavam na virgindade dela. Eu não tinha muito marketing e ia falando sem muita pretensão as coisas que eu pensava com 17 anos, que é uma cabeça que muda muito. Eu mudei muito daquela época pra cá. Mas acho que pelo fato de eu ter sido muito real e não planejava as coisas antes de falar que meus fãs gostaram tanto. Eu parecia mais humana e tem artista que monta uma redoma de vidro, parece um ser perfeito que não vai no banheiro, sabe?
C - Mas o banheiro do famoso é mais gostoso porque o papel higiênico é picotado e tem aloe vera! (risos)
W - Deixa eu contar uma coisa: outro dia eu fiquei tão brava.. Eu estava num vôo e eu morro de medo de avião, tenho pavor.
C - Eu morro de medo de rodoviária! (risos)
W - Eu prefiro muito mais rodoviária, juro. Prefiro pegar ônibus, prefiro mil vezes o busão que sair voando. Eu saí de um show em Vitória e vim de ônibus até São Paulo, no leito, tranquilinha. Mas voltando à história que eu ia contar, eu fui entrar no avião e uma mulher falou: "Ai, que bom, tem uma artista aqui. Então, o avião não vai cair." Até parece que artista não morre!
C - Leila Diniz! (risos)
C - Me fala uma coisa, o que você acha muito cafona em um homem. Não vale pochete porque é o que todo mundo fala.
W - Calça alta.
C - Mesmo se voltar pra homem? (risos)
[img02]W - Sabe aquelas calças com camisa pra dentro? Com aquele cintinho? Isso é o que eu acho mais feio.
C - Sabe qual é a pior cor pra mim? O tal de bege. Eu odeio bege.
W - Ah, mas a Stella (Mc Cartney) tem umas coisas beges incríveis.
C - Só o nome bege, já é bege demais.
W - Eu não gosto de roxo e de marrom, mas bege eu gosto. Mas, agora eu que te pergunto, o que você acha cafona em um homem?
C - Gel. Aquele efeito sintético no cabelo.
W - E pomada?
C - Eu acho chapinha em homem horrível.
W - Mas tem homem que faz chapinha?
C - O que estraga o filme pornô da Gretchen é o marido dela de chapinha, por exemplo. E cabelo de homem muito desarrumado, mas arrumado demais. Eu acho indecente homem que demora 15 minutos pra arrumar o cabelo. A vaidade do homem tem que ser mais máscula, de corpo, de cuidar da saúde, malhar.
W - Homem não pode ter botox, tem que ter a linha de expressão, eu gosto de homem assim também. Nos EUA, todos os homens raspam a perna. No meu colégio nos EUA, todos os meninos raspavam a perna. (risos)
C - Mas a base na unha é a pior coisa.
W - Ah, mas aquelas unhas roxas não dá. Me diz: o que você acha do David Beckham, acha bacana?
C - É demais pra mim. É muito calculado aquilo tudo. É muito óbvio gostar dele entendeu? Ele é muito montado. Acho que quando ele transa, olha no espelho e diz "Oh, como sou cool!". E aquela mulher dele é um horror, cafona no último. Tira a maquiagem da perua e joga ela no Largo 13 (bairro da periferia de São Paulo famosa pelo comércio popular) pra você ver. Aquilo é feia, viu? E sabe mais? Também nunca achei grande coisa da Lady Di.
W - Eu acho que ela era natural. Ela não era montada. Era chique no olhar, na postura, no jeito de ser.
C - Mas eu acho que o que me incomodava era aquele casamento de hipocrisia.
W - Milhões de pessoas fazem isso. A maioria das mulheres leva o casamento pelos filhos, pelo valor à família. Acho que ninguém tem que ficar em casamento por causa de filho, mas muitas mulheres pesam e esperam certos momentos porque acham que os filhos vão sofrer com isso.
C - Mas os filhos vão sofrer de qualquer maneira, Wanessa.
W - Claro que vão. Mas eu acho bonito as mulheres terem esse sentimento de proteção.
C - Mas tem mulheres separadas que criam os filhos de maneira brilhante. Mas a Lady Di eu não engolia, e aquela família era a família Adams praticamente. Eu não gostava daquela cara de passarinho dela. Eu gosto de mulheres mais fortes, de bad girls.
W - Como assim bad girls?
C - Eu acho que você pode fazer o que quiser se segurar a onda depois, tipo a Madonna.
C - Tá na cara que você casou por tesão, porque seu marido é um gostoso.
W - Obrigada.
C - Vamos combinar: você só pegou bofe bom.
W - Ah, eu não vou falar nada (rindo). Uma coisa que eu não entendo é casamento sem amor e tesão.
C - Imagina ele só de bermuda branca e chinelo de dedo perguntando: "Wanessa, o que tem de janta"?
W - Risadas.
]W - Voê é casado?
C - Não, solteiro. Solteiro e não gandaieiro. Por enquanto eu estou no projeto apartamento. Quero me tornar um bom partido primeiro. Com apartamento próprio, a situação sobe. E aí, se você tiver um carro bom, sobe mais ainda. Aí, se você for bem dotado, você está nas alturas.
C - Quando você está no palco, você se multiplica, obviamente para atingir aquele bando de gente que está ali. Você já brincou, seduziu, flertou com alguém que estava na platéia?
W - Sabia que não?
C - Nunca?
W - No meu show, a maioria do público é feminino, então eu tento sempre primeiro cativar as mulheres porque elas levam os namorados. Os meninos vão encontrar as meninas solteiras e é um público GLS enorme e eu acabo me divertindo demais show, mas ele é muito mais feminino que masculino. E a minha preocupação sempre é para as mulheres primeiro.
C - A Wanessa é mulher viado! (risos)
C - Dizem que você conheceu seu bofe na The Week (danceteria GLS badalada de São Paulo), não foi?
W - Não. O primeiro beijo foi na The Week. A gente já se conhecia, temos vários amigos em comum. A gente se via, mas nunca tinha rolado nada, só amizade. Aí, eu o encontrei numa balada que ele fazia antigamente. No dia seguinte, ele me ligou. A primeira vez que a gente ficou estávamos no show do Benjor, depois a gente foi jantar e depois fomos pra The Week.
C - Uma estilista internacional que você goste.
W - Silêncio.
C - Quando tem dúvida é porque tem muitas marcas no guarda-roupa. Isso é bom! Porque quando a pessoa só tem um Versace, ela diz de cara Versace. Mas quando a pessoa tem muitos...
W - Tem a Stella que eu gosto, o Francisco, que faz Calvin Klein, Balenciaga e Marc Jacobs.
C - E nacional?
W - Dudu Bertolini e Rita Comparato, adoro. Gosto muito do Herchcovitch, Valério e o Reinaldo Lourenço.
C - O que você não usaria de jeito nenhum?
W - Não tem marca que eu não usaria, talvez uma peça ou outra eu não usaria.
C - A pior coisa é estilista gay que não gosta de mulher. Mulher tem peito, mulher tem bunda e tem que ficar gostosa. A mulher se veste para o homem.
W - Eu acho que a mulher se veste mais para a outra mulher. Pras outras mulheres falarem bem.
C - O homem prefere as Julianas e as mulheres querem ser Gisele. Mas o homem prefere as Julianas, mas acabam comendo o que tem. Pode ser Juliana, Gisele, Aracy de Almeida, dependendo do horário vai de um tudo. Como é que você sabe que você é bonita na balada? Se o cara te pegou na mão, rodou a balada toda e te apresentou para mais de 3 amigos e porque você é bonita. É o teste.
C - E me conta uma coisa dessa transição. A Wanessa ficou hype. E a música também acompanhou esse hype, eu vi a capa do cd lá na rádio. Você acha que vai agregar mais fãs ou perder alguns e pegar outros? Como você vê essa hypada?
W - Depende. Eu tenho a preocupação em conseguir fazer um trabalho que as pessoas gostem, mas a minha maior preocupação é eu estar satisfeita com aquilo que eu estou fazendo. É me reconhecer no meu trabalho. A minha tendência é me entender na música e isso é um processo de transição porque, quando eu comecei a fazer música, eu não compunha. Hoje eu produzo música no estúdio, estudo, componho. Eu estou me envolvendo mais e entendendo mais de música. Cada vez que eu me envolvo, eu descubro mais como é a minha música. O próximo CD já será um passo enorme e definitivo onde eu vou estar mais próxima do meu estilo. Eu ainda me sinto numa fase de transição.
C - Até porque você vem de uma família, que uma coisa é engraçada. O brasileiro vive reclamando que nunca tem chance, mas aí, quando encontra uma história de sucesso, que é a história da sua família que vieram lutando do nada e construíram um império, as pessoas torcem o nariz e criticam. Como se só quem nascesse em berço de ouro e fosse tradicional valesse alguma coisa. Como você lida com esse preconceito? Eu me lembro de um prêmio Multishow que você apresentou e o pessoal deu uma vaiada que eu achei muita falta de educação. Se a tua música fez a Dona Maria do Carmo de Muzambinho chorar é porque tocou o coração dela e cumpriu o seu papel. Então, se eu não gosto da sua música, eu posso não consumí-la, mas eu não posso falar que aquilo não é arte.
W - Cada um tem a sua cultura e a música está inserida nisso também e tem uma missão de trazer emoção para alguém e conseguir atingir o coração, ou fazer com que a pessoa dance, cante, se divirta. Se eu ficar preocupada em me encaixar e quiser que todos gostem do meu trabalho, eu estou frita. Eu nem quero ser unanimidade. Isso é chato. Tem pessoas que criticam meu trabalho sem nunca ter ouvido uma música, sem nunca ter ido a um show, visto uma entrevista minha. Só não foi com a minha cara.
C - Uma vez me falaram que você começou a sua carreira e seu pai já construiu um estúdio pra você.
W - Ah, eu já ouvi cada coisa sobre mim que eu nem sabia. E isso é mentira. Meu pai não ajuda em nada na minha carreira e nunca ajudou. A única coisa que ele fez foi pegar uma fita demo minha e dar na mão de uma gravadora. A partir dali, ele falou: "se vira". Minha mãe que tomou conta da minha carreira para me ajudar a lidar com o negócio e depois, de um tempo, foi se desvencilhando e outros profissionais me ajudam até hoje.
C - Até porque ela tem cara de gerente da família, que bota ordem ali na coisa. Eu tenho medo da Zilu!
W - Minha mãe é do tipo que fala tudo na cara.
C - E como o filme "Dois filhos de Francisco" mexeu com você?
W - Ah, eu fiquei emocionada e feliz de ver a história sendo contada e aquilo virar uma forma de exemplo para as pessoas, uma forma de fazer com que elas acreditem nos seus próprios sonhos. Fiquei feliz pelos meus pais, pelo meu avô, minha avó, de ver que eles conseguiram ter um sentimento de missão cumprida.
C - Agora vou dar uma de Marília Gabriela. (Imitando a Marília Gabriela)
"Wanessa, adorei seu cd. Eu ouvi aquela faixa que você fala do guarda-chuva, você queria ter regravado Umbrella?" Ela sempre tem uma pergunta assim. (Risos). Agora pra valer: Um filme.
W - A Malvada, da Betty Davis.
C - Uma música.
W - Nesse momento a minha música tem sido Fever.
C - Com a Madonna, Beyonce ou Peggy Lee?
W - Com a Peggy Lee
C - A original. A minha é Everybody, comprei o single de 82.
C - Uma cidade.
W - Nova York.
C - Eu adoraria uma liquidação de 70% na...?
W - ...na marca que eu acho a mais cara e nunca compro nada, na Chanel.
C - E eu, na Prada.
C - Manolo ou Jimmy Choo
W - Manolo.
C - Uma frase final.
W - Tomorow is another day.
C - Do "E o vento levou"?
W - É
C - A minha é: "Corre que a loja tá fechando".
O ator Evandro Santo estreou na televisão encarnando o personagem Cristian Pior, no programa Pânico na TV. O personagem entrou no ar pela primeira vez no casamentoda cantora Wanessa Camargo. Na porta da festa, abordava os convidados e dizia a todos que, ao invés de arroz, ia jogar risoto (muito mais chique!) nos convidados. Ficou famoso pelas expressões que usa, como "ovulei!", ou "pára tudo e chama a Nasa!"
O bate-papo GLOSS aconteceu no escritório de Wanessa Camargo, em Alphaville, São Paulo. Wanessa chegou bem humorada e, de cara, Evandro - ou melhor, Christian Pior - elogiou a forma da cantora e quis saber se ela estava fazendo aulas de dança. Wanessa respondeu que agora pratica yoga.
Vai lá!
Blog do Christian:http://www4.virgula.com.br/blog/ovulando/
Site da Wanessa: http://wanessacamargo.uol.com.br/
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