Eu fui beb de proveta

Eu fui beb de proveta

Hoje na faixa dos 20 anos, as primeiras pessoas concebidas em tubo de ensaio contam como ser milagre da cincia

Por: Regina Terraz
Foto: Rafael Dabul e Arquivo (Ana)/Natalia Ferraz (Carlos)/Andr Porto (Louise)

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Eles já foram considerados aberrações da natureza e a maior ameaça à humanidade desde a bomba atômica. Antes de o primeiro bebê de proveta nascer, no fim da década de 1970, a concepção de um ser humano em tubo de ensaio era vista com horror pela Igreja e até mesmo por parte dos cientistas. "Naquela época, as pessoas tinham medo e vergonha de dizer que tinham filhos dessa maneira", conta o especialista em reprodução assistida Nilson Donadio, diretor da Pró-Embryo, um dos pioneiros da técnica no Brasil. Temia-se que a manipulação em laboratório gerasse monstrinhos com alterações genéticas terríveis.

Alguns médicos que aplicavam a técnica enfrentaram hostilidade. O indiano Subhash Mukhopadhyay, responsável pelo segundo bebê de proveta do mundo, uma menina nascida em 1978, foi duramente condenado em seu país por ter realizado o procedimento. O nascimento não foi reconhecido pelo governo da Índia e três anos depois, sem agüentar a pressão, o médico se matou. Apesar disso, a fertilização in vitro evoluiu e gerou pelo menos 3 milhões de crianças em todo o mundo, com técnicas cada vez mais avançadas.

A primeira geração de bebês fertilizados in vitro, hoje na faixa dos 20 anos, está aí para mostrar que os prognósticos estavam errados. Conheça agora a trajetória de três deles que hoje são adultos saudáveis e cheios de histórias para contar.


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