O escritor Nelson Rodrigues proclamou, admiradíssimo: “Amigo é o maior acontecimento!”. Além das odes à amizade na palavra escrita, as estatísticas também mostram como as mulheres se importam como as amigas. Veja como ter amigos pode ser um barato!
>> Explicadas do ponto de vista sociológico, as boas amizades são capazes de provocar também um fliperama cerebral que ativa drogas produzidas pelo próprio corpo. É o que os cientistas chamam de natural high. Ou seja: bons amigos dão barato, provocam uma doideira natural.
>> Ficar ao lado da sua turma libera substâncias como a dopamina, neurotransmissor produzido em uma região do cérebro chamada “circuito do prazer” e que provoca uma sensação boa, de “quero mais”.
>> Dar boas risadas com as suas amigonas sacoleja a química cerebral e joga endorfina no sangue. Assim, os músculos faciais se contraem e provocam uma sensação generalizada de relaxamento corporal.
>> Manter-se por perto de pessoas com quem se tem afinidades ativa substâncias relacionadas ao comportamento social, como a ocitocina. “Ela leva a uma diminuição do nível de estresse e agressividade. Por isso os estressados têm mais dificuldade de contato social”, diz o neurologista Roger Taussig, do Hospital Beneficência Portuguesa.
Amigas da faculdade de relações públicas da USP, Fernanda Velino, Júlia Duarte, Bruna Hodas – as três com 23 anos –, Denise Souza, 24, e Camila Kise, 22, colecionam histórias do gênero. Denise, por exemplo, encontrou na turma um suporte que faltou na família. Ela dava aulas de música, mas entrou no curso de relações públicas por pressão dos pais, que queriam vê-la em uma carreira segura. “Acumulei tarefas, entrei em depressão”, conta ela. As amigas se dividiram para assumir os trabalhos do curso e mergulharam em baterias de conversas. “Para elas, ser diferente era um ponto positivo”, diz Denise. Recuperada, por obra da rede de afeto das amigas, Denise hoje dá aulas de inglês e está de casamento marcado.
>> Sentir-se mal e correr para socorrer um amigo explica-se pelo sentimento que a medicina chama de empatia, uma espécie de sintonia entre os cérebros. “Todo momento difícil de alguém querido é representado dentro de um sistema de percepção que envolve nossas próprias perdas e frustrações”, explica Edson Amaro, professor de neurologia da USP.
>> “No caso das pessoas queridas, a dor do outro mobiliza a nossa dor. Assim como as alegrias”, completa o psicólogo Thiago Almeida. É por isso que Aristóteles definia o aditivo natural que são os bons amigos assim: “A amizade é uma alma em dois corpos”.
E para você, qual é a importância da amizade?
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