Quando malhar vira vício

A obsessão por um corpo definido pode virar doença.

Por: Thiago Bronzatto
Foto: Ding Musa

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Toda vez que R.B., 28 anos, encara o espelho, sugere a si mesma alguma mudança em seu corpo. As coxas são torneadas de tanto exercício, mas ela acha que são finas e disformes. Mesmo elogiada pelas amigas e paquerada pelos homens, a estudante de pós-graduação em marketing não consegue enxergar seu verdadeiro reflexo. Na esperança de mudar o que vê, entrega-se a uma malhação alucinada, sete dias por semana. Faz agachamento (“Trabalha perna, coxa e glúteos”, garante). Faz leg press (“Coloco bastante peso para trabalhar melhor o músculo da perna”). Faz remada unilateral (“É bom para costas e ombros”). Faz ombro. E faz peito, costas, bíceps, tríceps. Mas acha pouco. E ainda pratica boxe e muay thai, arte marcial tailandesa.

Quando não consegue se exercitar, R.B. cai em depressão. “Se não malho, fico péssima. Não tenho vontade de fazer mais nada, só de chorar. Malhar é a minha vida!”, atesta. Desconfiada dos próprios exageros, ela decidiu procurar uma psicoterapeuta. No consultório, ouviu o diagnóstico: ela é viciada em malhação ou, como os médicos preferem chamar, sofre de vigorexia.

Vigorexia
1.O que é?2.Imagem distorcida
3.Vigorexia em números4.Sintomas

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