
Ela já cantou para 35 mil pessoas, mesmo sem ser cantora. Tirou a roupa em capa de revista, sem ser modelo. Supersegura, Scarlett Johansson foi longe aos 24 anos. Mas acha que isso ainda é só o começo
A atriz Scarlett Johansson não é metida a besta – mas também não é nada modesta. Ela sabia que “soava fantástica no chuveiro” ao cantar as músicas da banda The Jesus and Mary Chain. Foi essa certeza que a fez topar participar de um momento histórico para os fãs de rock: soltar a voz rouca no palco durante o retorno do grupo, cujos integrantes estavam brigados há anos. Na primavera de 2007, Scarlett assumiu o microfone no Coachella Festival, na Califórnia, sob a mira atenta de nada menos que 35 mil espectadores.
Para esta nova-iorquina de 24 anos, não basta ter cara e corpão de beldade dos anos 40 e ser disputada a tapa pelos diretores de Hollywood. Ela quer mais. E sempre consegue. No início deste ano, se transformou definitivamente em atriz-cantora ao lançar Anywhere I Lay My Head, seu primeiro CD, à venda no Brasil desde junho, em que reinter
preta canções de Tom Waits. Os empresários da gravadora Rhino ficaram impressionados com a participação da atriz em um disco beneficente e a convidaram para gravar seu próprio CD. O resultado é um som hipnótico, em que a voz de Scarlett evoca uma atmosfera de sonho.
Mais surpreendente é que ela conseguiu que o supermasterplus astro pop David Bowie fizesse duas participações especiais no álbum. “Eu percebi que era uma criatura sexuada quando ouvia Bowie na adolescência. Sempre o coloquei num pedestal”, derrete-se ela, toda fã. “E foi mágico. Eu queria morrer quando soube que ele estava no estúdio gravando para o meu CD!”
Na foto: Ouvindo instruções do cultuado cineasta Woody Allen – de quem virou amiga e musa
Foto: Sheryl Nields/August e Pablo Grosby (com Woddy Allen)
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